Conduzo produtos do discovery ao lançamento, de healthtechs a seguradoras, sempre com o time de desenvolvimento ao lado e o usuário no centro da decisão.
Sou uma designer de Recife com mais de 5 anos conduzindo discovery, prototipação e handoff em produtos digitais, de healthtechs a plataformas de seguros usadas por dezenas de milhares de pessoas.
Já trabalhei ao lado de um CEO na concepção de produtos do zero, liderei evolução de design systems e ajudei a formar times de design. Gosto de trabalhar com problemas complexos, arrumar a bagunça e de deixar cada entrega mais simples do que a anterior.
Maria é uma designer que enxerga o problema antes de correr para a solução, e isso fazia toda diferença. Ela trazia perguntas certas, explorava alternativas com curiosidade genuína e sempre buscava entender o porquê por trás de cada decisão.
Geovana Paes
AI Product Manager na Amigo Tech
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Maria Fernanda tem uma habilidade única para entender as necessidades e comportamentos dos usuários, o que resulta em insights valiosos para o desenvolvimento de produtos. Sua abordagem meticulosa e baseada em dados garante que as decisões de design sejam sempre fundamentadas e eficazes.
Paulo Ortega
PD Specialist na Porto Seguro
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Uma profissional capaz de achar soluções criativas para os problemas, com uma clareza ímpar para documentar e expor seu ponto de vista. Seu olhar técnico aguçado é capaz de perceber detalhes que poucos teriam a sensibilidade para notar.
Marcos Barreto
Head of Design na Main Leaf
Vamos conversar?
Aberta a novos projetos, parcerias e conversas sobre produto e design.
Redesenhando a hierarquia do AmigoFlow, CRM de IA, para suportar clínicas de grande porte
Time
1 Product Designer (eu), 1 PM, 15 devs
O coração do produto não estava pronto pro que vinha. E eu já desconfiava disso.
O AmigoFlow é um CRM de atendimento para clínicas, com um agente de IA no centro. O agente conversa com o paciente pelo WhatsApp, resolve o que consegue sozinho e, quando não consegue, escala pra um atendente humano. Estive no projeto desde o início, produto grande, investimento pesado, time de 15 desenvolvedores.
A primeira versão funcionava. Mas ainda durante os primeiros lançamentos, com o negócio começando a falar em omnichannel e clientes grandes, eu levantei uma suspeita: essa base não ia durar. E, em paralelo ao desenho do MVP, comecei a rascunhar como seria a solução se, quando, a suspeita se confirmasse.
Um agente, um canal, um grupo. Ponto.
Na primeira versão, a entidade central era o agente de IA. Pra cada agente criado, configurava-se dentro dele um único número de WhatsApp e um grupo fixo de atendentes. Uma relação fechada: 1 agente → 1 canal → 1 grupo.
Funcionava bem, enquanto o produto atendia clínicas pequenas, com cenário simples.
O problema que eu previa apareceu. Com nome e sobrenome.
A confirmação veio de fora: um grande cliente levantou uma necessidade que o configurador simplesmente não atendia. Clínicas grandes não seguem a lógica de "um atendente pra um canal", um atendente cobre vários canais, uma clínica tem um número pro médico e outro pra recepção, um canal é só marketing e outro é agendamento.
E no modelo antigo, cada canal era um mundo isolado: o atendente só via as mensagens de um canal por vez, trocando de aba o tempo todo. Não existia visão unificada. A estrutura não suportava multicanal, e era exatamente isso que a nova estratégia exigia.
A diferença entre pânico e plano é o timing.
Aqui está o que eu mais me orgulho nesse projeto. Quando o problema estourou, ele podia ter virado crise, um "e agora?" com o time correndo atrás do prejuízo.
Mas não virou. Porque grande parte dos problemas já tinha sido mapeada por mim e pela PM, e eu já vinha desenhando a solução em paralelo. Então, no momento emblemático em que a urgência apareceu, a gente não estava começando do zero: estava tirando da gaveta algo já pensado.
A virada de chave não foi rápida nem automática, convencer que valia refazer uma base que "já funcionava" exige argumento e evidência. O que destravou foi a combinação de duas coisas: a dor agora era visível (um cliente real, uma necessidade concreta) e a resposta já existia. Conseguimos tranquilizar o time de que aquilo tinha sido antecipado e era possível resolver.
A decisão de arquitetura foi minha, construída puxando o time pra perto.
A solução: inverter a hierarquia. Em vez do agente ser a entidade central, o canal passa a ser.
Cheguei nisso a partir das conversas com a PM e dos feedbacks que ela recebia de usuários de um produto interno que usávamos como referência, semelhante ao nosso, mas com usuários reais em operação. A decisão de qual seria a nova arquitetura partiu de mim, mas nunca sozinha no escuro: eu puxava o time o tempo todo pra questionar minha lógica, especialmente a PM, e realizei múltiplas reuniões com os devs durante o desenho pra entender o que era viável em tempo hábil. Todos alinhados de que o problema existia, a discussão era sobre o como, não sobre o se.
No novo modelo, anexo múltiplos canais, WhatsApp, Instagram, o que for, e dentro de cada canal configuro um agente com habilidades e base de conhecimento próprias. A diferença é sutil e muda tudo: em vez de "esse agente atende esses canais", passa a ser "esse canal tem esse agente, que age assim aqui dentro". Isso permite personalizar por canal:
Um canal só pra marketing, com agente treinado pra campanhas.
Um canal pra atendimentos gerais, agendamentos, cobranças, dúvidas.
Um canal exclusivo pro principal cirurgião, com instruções direcionadas.
Um canal por unidade de atendimento, cada um com suas regras.
E os atendentes? Ganharam liberdade.
Separado do configurador de canais, criei um configurador de setores. Agora um atendente atende múltiplos canais, todas as mensagens desaguam num lugar só, sem trocar de aba. É o omnichannel de verdade.
Dentro de cada canal, defino um setor padrão: quando o agente não sabe pra onde transferir, vai pra lá. E o mesmo setor padrão pode existir em vários canais, o atendente recebe tudo unificado, não importa onde a conversa começou.
Como validamos (sem teste de usuário, e por que)
Sendo honesta sobre o processo: não testamos o novo configurador com usuários finais, porque a implantação do sistema era feita por um time interno nosso, não pelos clientes sozinhos. A validação veio por outro caminho, e bem concreta: dezenas de tarefas que a arquitetura antiga impedia foram destravadas, e fluxos inteiros, antes impossíveis, passaram a existir sem as limitações do modelo 1:1:1.
O teste real foi de capacidade: coisas que simplesmente não davam pra fazer antes, agora davam.
A base de tudo que veio depois
O novo modelo não resolveu só o problema imediato, destravou a estratégia seguinte: a virada pra omnichannel. Como a base ficou desenhada certa desde cedo, cada funcionalidade lançada depois pôde ser construída em cima dela, sem esbarrar de novo na mesma parede. Se a reestruturação tivesse demorado, o custo de recuperar o atraso, e desfazer tudo construído sobre a estrutura antiga, teria sido bem maior.
O que eu levo desse projeto
Antecipar vale mais que reagir. Enxergar que a base ia quebrar antes de ela quebrar, e desenhar a resposta em paralelo, foi o que transformou uma possível crise numa transição controlada.
Ter razão não basta, timing importa. Eu tinha a solução meses antes de ela ser aceita. O que destravou não foi só o argumento; foi esperar a dor ficar visível pra todos.
Decisão técnica pode partir do design, desde que você traga o time junto. Puxei a arquitetura, mas questionando minha própria lógica com a PM e os devs a cada passo. Autoria não é decidir sozinha; é liderar a decisão.
Vamos conversar?
Aberta a novos projetos, parcerias e conversas sobre produto e design.